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O caqui é uma fruta peculiar. Algumas variedades “amarram a boca”, sendo obrigadas a sofrer um processo especial de maturação e devem ser consumidas moles. Outra não “amarram” e podem ser consumidas crocantes. Existem dezenas de variedades de caqui. A tabela abaixo mostra as mais comuns no mercado brasileiro e suas características de cor e formato, a melhor consistência de consumo e as épocas de produção. Lembrando que o caqui conhecido popularmente por caqui chocolate é o Giombo.

Variedades

Cor

Consistência de consumo

Formato

Rama Forte

Vermelha

Mole

Achatado

Taubaté

Vermelha

Mole

Globoso

Giombo

Laranja

Crocante

Ovóide

Fuyu

Laranja

Crocante

Globoso achatado

Temos de colocar as fotos das variedades

As variedades de consistência crocante devem ser consumidas como uma maçã, já as de consistência mole, devem ser cortadas em gomos e comidas com colher.  

Se a fruta estiver amarrando na boca, coloque uma colher de café de álcool ou vinagre no seu cálice (cabinho) e deixe durante três dias dentro de um saco plástico ou vasilha fechada.

 

A fruta mole deve ser refrigerada.


Exija de seu fornecedor a identificação da origem e da variedade do caqui.

Histórico do caqui na Pena do Tiê

Tão logo se deu a aquisição da primeira propriedade daquilo que hoje é a Fazenda Pena do Tiê, seus proprietários tinham em seu planejamento a implantação de um projeto de fruticultura.

Por Muzambinho não ser uma região com tradição no cultivo, foi criado então um banco de espécies, contendo 103 diferentes variedades de árvores frutíferas, afim de se verificar quais se adaptariam melhor à região.

Ao fim de 5 anos de experimentos, o pêssego, a nectarina, a lichia, o mangostão e o caqui foram as espécies escolhidas para um estudo mais profundo.

Teve início então um longo estudo econômico-financeiro e uma interminável peregrinação a diversos produtores para se determinar qual seria a fruta escolhida. O caqui saiu vencedor. A robustez da planta, a época em que produz, o fato de ser suscetível a geada e principalmente a qualidade dos frutos obtidas em nosso campo de provas foram os fatores determinantes.

O plantio das mudas deu-se em três etapas. Inicialmente foram plantadas (utilizando-se a técnica da raiz nua) 4000 muda de caqui Rama Forte e 2000 de Giombo. Na etapa seguinte, foram plantadas mais 2000 mudas de Giombo e 4000 de Fuyu (desta vez utilizando-se mudas em saquinho). No ano seguinte procedemos a replanta de todos os pés que não apresentavam condições de produção.

Um plantação de 12000 pés de caqui exige cuidados extra. Por isso, a fazenda adotou, mesmo antes do plantio, tratos culturais pouco ortodoxos.

O primeiro passo, realizado um ano antes do plantio, foi realizar análises de solo 0-20, 20-40, 40-60 e 60-80 para identificar todas as carências nutricionais existentes no solo. Foi feita então a correção e a adubação do solo em área total. Com isso pudemos dar a planta, mesmo antes dela ser plantada, as condições de solo ideais para o seu desenvolvimento. Outro fator importante foi o controle do mato. Com a terra em condições ideais, o mato desenvolveu-se rapidamente e, ao invés de ser combatido, foi preservado e até hoje são necessárias 5 roçadas por ano para controlá-lo. Ao contrário do que se possa imaginar este fato está longe de ser um problema. As constantes roçadas aumentam consideravelmente a quantidade de matéria orgânica no solo, que com se sabe é essencial para o desenvolvimento dos vegetais.

A poda é outro trato cultural levado muito a sério. Durante os 5 anos iniciais, realizamos podas drásticas a fim de formar corretamente os pés. As podas drásticas impedem a produção, mas por outro lado, vão nos proporcionar árvores de porte baixo e alta produtividade num futuro próximo.

Esta é outra característica da Pena do Tiê. Nenhum de nossos projetos tem como objetivo o lucro imediato. Nada é feito sem um cuidadoso planejamento que possibilite o estudo de todas as possibilidades da cultura a ser implantada. Todos os problemas, todas as dificuldades e também todas as vantagens são levantadas antes de se iniciar um novo projeto. Isso possibilita que as surpresas, que na agricultura sempre acontecem, sejam muito menos dolorosas para nós.              

Nomes do Caqui no Exterior

Figue-caque – França
Persimonen – Alemanha
Date-Plum – Inglaterra
Persimmon – Estados Unidos
Kég – Burma
Kaki del Japón – Cuba
Cay-Houng – Cochinchina
Che e Hupei - China

O caqui é originário da Ásia. Na China e no Japão é cultivado a séculos, mas somente começou a ser produzido no Brasil por volta de 1920, graças aos imigrantes japoneses que trouxeram novas variedades além do domínio das técnicas de produção.

O caqui é uma planta perene, de porte arbóreo, que começa a produzir com quatro anos e dura dezenas de anos.

O caqui é uma fruta rica em nutrientes, livre de gorduras, colesterol e sódio. Comparado a outras frutas, destaca-se pela concentração de niacina, sais minerais e vitaminas, principalmente a vitamina A, que é fundamental para o crescimento e formação dos ossos, essencial à boa visão, além de ser vital ao desenvolvimento do sistema imunológico.

Dois à três caquis médios, suprem a necessidade diária de vitamina A de uma pessoa adulta.

Como conservar o caqui 

Se o caqui já estiver maduro, guarde na geladeira ou em lugar fresco.

 Nunca lave a fruta se não for consumi-la imediatamente, pois esta azeda com muita facilidade.

O caqui em boas condições pode ser conservado em geladeira por 5 dias

Para algumas preparações é necessário que seja feito um purê com polpa de caqui (bater no liquidificador) e para conservá-lo no congelador, basta adicionar uma colher de limão para dois copos de purê.

Plantio
 

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